Canyons do Sul - Santa Catarina Brasil

 

Os Canyons do Sul é uma região que fica no estado de Santa Catarina na divisa com o Rio Grande do Sul. É considerado o maior complexo de cânions da América do Sul. 

É uma região com vários parques de Mata Atlântica conservada, com paredões altíssimos de rocha e fendas formando penhascos com vistas sensacionais de cachoeiras e trilhas. As estradas que cortam a região são sinuosas e muito peculiares, tornando a paisagem ainda mais bonita.

 

Praia Grande, a capital dos canyons

A capital dos Canyons do Sul é a cidade de Praia Grande, um pequeno município de Santa Catarina. Na cidade ficam os guias especializados e as agências de ecoturismo que conhecem bem a região, bem como várias pousadas que atendem esse público. Ficar hospedado em Praia Grande é bem prático para quem quer explorar tudo por ali. 

Apesar do nome, Praia Grande não fica no litoral! A cidade leva esse nome por causa das praias de rios e pedras que se formaram ao longo dos cânions. 

Praia Grande é uma cidade charmosa e bem pequena que fica na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. É cercada pelas belas montanhas dos cânions.

A cidade tem uma praça bem simpática com bons restaurantes, cafés e sorveterias. Depois dos passeios do dia, é um lugar perfeito para ficar e descansar.

São muitos os cânions que cercam a cidade. Isso garante uma grande variedade de passeios e trilhas para fazer. Eu fiquei na cidade por 4 dias e todos eles preenchidos de atividades que vou contar ao longo desse post.

  Os vários cânions ao redor de Praia Grande.

 

Praia Grande é famosa por ter sido fundada por tropeiros. Eram cavaleiros que subiam e desciam as serras levando e trazendo mercadorias.  No passado, o comércio da região só era possível dessa maneira por causa do terreno acidentado e por falta de estradas. Aliás, as estradas que existem hoje foram abertas pelos tropeiros.

 

Algumas dicas de quando estive em Praia Grande:

  • Eu fiquei hospedada na Pousada Pacatatu, charmosa e bem roots. Parece uma cabana de praia. Os donos da pousada são uns amores e muito atenciosos (Morgana e Paulo). Dão várias dicas de passeios para os hóspedes.

  • Se preferir ficar em casa com piscina, o guia Daniel Azul montou uma hospedagem muito legal para abrigar os visitantes. Para cotar preços, entra em contato diretamente com ele pelo Instagram @azul_azul_daniel. Ele é um ótimo guia também.

  • A agência de turismo que me ajudou em tudo foi a @canyons_eco_xtreme (falar com Taline ou Sabrina)

  • Eu gostaria de indicar 2 guias ótimos que dominam as trilhas e a região do cânions, são eles Leandro (@leandroramosderamos) e o Jacson (@guia_jacson_inacio)

 

Voo de Balão

Não é a toa que Praia Grande é considerada a "Capadócia Brasileira". A cidade é comparada à região da Turquia onde o céu fica cheio de balões no nascer do dia.

Os voos só acontecem bem cedo pela manhã, durante o nascer do sol. Isso é porque o vento nessa hora é o mais favorável para um voo com segurança, ou seja, vento bem fraco. E nesse horário as chances do céu estar limpo sem nuvens é maior.

Eu voei pela agência @canyonsulbalonismo (tratar com Silvia). O próprio pessoal da agência bate fotos incríveis da gente e nos manda depois por email.

Um bom piloto de Balão → Rogério (@rogeriodaitx)

Independente da agência de balonismo que você contrate, o valor é o mesmo. Eles combinam entre eles para não ter concorrência. As agências são todas parceiras e trabalham em conjunto.

Existem 2 opções de voos: 

  • Voo coletivo: 580 reais por pessoa (vão até 10 pessoas na cestinha) 
  • Voo exclusivo: 3 a 4 passageiros (870 reais por pessoa)

O voo dura de 40 minutos à 1 hora.

Nós optamos pelo voo exclusivo. Nesse caso, a cesta que leva os passageiros é bem pequena. A cesta do voo coletivo é maior, porém o espaço de cada pessoa lá dentro é bem limitado. Então, em questão de espaço, dá no mesmo. Nós optamos pelo voo exclusivo porque queríamos só nossa família na cestinha. Mas se você estiver com mais pessoas, em um grupo de amigos por exemplo, não tem jeito, vai ter que voar no balão coletivo mesmo. Mas é legal do mesmo jeito né, claro!

 Diego, nosso piloto.

 

Nos 4 cantos da cesta ficam cilindros de gás, que são grandes e ocupam bastante espaço. Fica bem apertadinho lá dentro para 4 pessoas.

 Essa é a cesta do voo coletivo, que cabe até 10 pessoas mais o piloto.

 

  No céu dá pra gente ver a diferença de tamanhos de cestinhas, rs.

 

A gente tem que acordar beeemmm cedo no dia, por volta das 4:30h da madrugada. O ponto de encontro de todas as pessoas que agendaram voo no dia é o mesmo, num galpão perto do centro da cidade. Tem que estar todo mundo lá às 5h em ponto. De lá, a agência distribui quem vai com qual baloneiro, e a aventura começa.

Eu digo "aventura" porque a equipe de solo (que é grande) fica percorrendo a região (com a gente dentro do carro deles) em busca do vento perfeito e do local perfeito para a decolagem. Cada dia as condições são diferentes do dia anterior, então cada decolagem e cada pouso são diferentes uns dos outros, o que aumenta a adrenalina, porque NADA é previsível. Todos ficam à mercê das condições climáticas. Eu achei isso um barato! A cesta do balão vai no reboque atrás do carro e o tecido do balão ainda fechado, murcho e dobrado! Gente, como assim? Eu pensei que era chegar, entrar no balão e subir! Mas não...

Quando finalmente encontram um lugar legal para a decolagem, começa a correria para montar os balões. SIM, eles montam o balão em segundos, bem ali na nossa frente. É tudo muito rápido. No campo escolhido (geralmente numa plantação), ficam vários baloneiros com suas equipes de montagem trabalhando rapidamente enquanto nós turistas observamos tudo, assustados com tamanha agilidade rs.

Para um balão subir, requer a cooperação de várias pessoas. Primeiro, os queimadores de gás são presos ao cesto (deitado de lado), com o tecido do balão esticado no chão. Quando as chamas são acesas, o cesto é segurado firmemente por cordas pelos membros da equipe para que nós passageiros rapidamente possamos embarcar. Logo que a gente entra na cestinha, o lance é muito rápido, eles largam as cordas e a gente sobe rápido. Eu repeti a palavra rápido muitas vezes, porque tudo é muito rápido mesmo. Quando a gente vê, já está no céu.

O balão voa calmamente e silenciosamente. Na verdade, ele "flutua". É bem diferente de avião, sem stress nem turbulência. A vista é linda, dos vales, montanhas e plantações. 

A altitude do balão varia de 800 à 1500 metros, dependendo do vento. Não há uma forma de controlar a direção exata pela qual um balão voa.  Há várias camadas de vento umas sobre as outras que sopram em direções diferentes. O baloneiro sobe ou desce o balão para entrar em determinaras correntes, e assim o vento é que comanda nossa trajetória. Não é louco isso?

O baloneiro disse que pousar requer certa experiência. Tem que saber o exato momento e o lugar mais apropriado para isso. O balão pode pousar em terrenos irregulares ou lamacentos (foi o nosso caso) e é importante saber que devemos usar sapatos confortáveis (e que possam sujar!), justamente por causa dessa condição de terreno. Os donos de propriedade já sabem da possibilidade de pousos em seus terrenos, e autorizam sem problemas. 

  A gente não pousa no mesmo lugar que decola. Tudo depende da direção que o vento nos leva.

 

Depois do pouso, a gente espera o resgate vir nos buscar. O resgate é feito pela equipe de solo. Enquanto isso, a agência de balonismo nos oferece um espumante para brindarmos a linda experiência que acabamos de ter.

Com o balão no chão, a equipe aproveita para tirar fotos lindas da gente, para ficar registrado esse dia que nunca vamos esquecer.

O passeio começa cedo (as 4 da manhã) e termina cedo também (por volta das 8:30h). Ao voltar para a pousada a gente ainda pega o café da manhã e se prepara para um outro passeio, dessa vez para conhecer os lindos e famosos Canyons....

Assista ao vídeo abaixo:

 

Canyon Itaimbezinho

Esse passeio dá pra fazer na metade de um dia. Voamos de balão pela manhã e à tarde visitamos o Itaimbezinho.

Esse cânion fica em Cambará do Sul (RS) no Parque Nacional de Aparados da Serra, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. O lance do Canyon Itaimbezinho é legal porque como ele fica exatamente na divisa dos estados, a parte de cima pertence ao Rio Grande do Sul e a parte de baixo pertence à Santa Catarina.

Itaimbezinho significa "Pedra Cortante". A gente entendeu o porquê do nome quando fizemos a Trilha do Rio do Boi, que fica na parte de baixo do Canyon Itaimbezinho. Vou falar sobre isso depois.

O Canyon Itaimbezinho fica à cerca de 25 Km do centro de Praia Grande. Parece perto, mas o percurso demora quase 1 hora de carro, porque a estrada é de chão batido e bastante sinuosa, que atravessa a Serra do Faxinal com vista para o Morro dos Carneiros. Gente, nessa hora eu agradeci por estar de Jeep!!! A estrada é bem Off-Road!

  Pelo GPS a gente vê como a estrada é sinuosa.

 

O maior atrativo do Parque Nacional de Aparatos da Serra é o Canyon Itaimbezinho. Com profundidade de até 700m e belos paredões verticais, é um dos maiores das américas. Além disso tem as paredes rochosas ornadas pelo verde exuberante da Mata Atlântica. O Parque de Aparados da Serra é formado por Mata Atlântica e Floresta de Araucária, campos e penhascos, que são moradas de papagaios-de-peito-roxo, jaguatirica, guaxinim e leão-baio. 

  Entrada do Parque.

 

A entrada no parque é gratuita! 

  • São 2 as trilhas abertas ao público: A Trilha do Vértice e a Trilha do Cotovelo. Minha dica → Vá primeiro na Trilha do Cotovelo (ela fecha às 15h) e deixe a Trilha do Vértice para o fim. Essa última é bem curtinha e acessível para todas as idades. A Trilha do Cotovelo é mais longa.

  • No Itaimbezinho dá para fazer sem guia. É uma trilha tranquila pra fazer por conta própria. Mesmo quem não quiser fazer trilha, lá tem um centro de visitantes com uma boa estrutura turística.

  • Traga seu lanche e água. Não há lanchonetes ou restaurantes no Parque. O Centro de Visitantes conta com banheiros e bebedouros. 

 

 Trilha do Cotovelo(Horário → 8 às 15h) 

Duração: 3 horas. É uma trilha de 6 Km (ida e volta). Para fazer a Trilha do Cotovelo, use calçados apropriados, boné, protetor solar e traga repelente. É uma trilha plana, considerada leve, mas ela é longa! A gente segue por uma estrada antiga. Vá apreciando as araucárias!

Depois de 3 Km de caminhada, a gente chega no mirante de madeira, na borda do canyon, onde temos uma vista linda de tudo.

A trilha continua margeando a lateral do precipício. É um caminho muito agradável e bonito. No final temos uma ampla vista dos paredões que chegam a 720 metros de altura. Lá tem mesas e bancos de madeira, ótimo para uma pausa para lanche e descanso. 

Depois de chegar no fim da Trilha do Cotovelo, a gente começa a voltar tudo de novo até chegar no centro de visitantes (na entrada do parque) e partir para a Trilha do Vértice.

 

 Trilha do Vértice(Horário → 8 às 17h) 

Duração: 1h. Percurso: 1,2 Km (ida e volta). Do vértice do Canyon Itaimbezinho conseguimos avistar as principais cachoeiras que formam o canyon, Cachoeira do Véu da Noiva e Cachoeira das Andorinhas. A trilha é parcialmente calçada facilitando o acesso para todas as faixas etárias.

Dicas gerais do parque:

  • Não é possível prever quando se dará a formação de neblina. Em dias quentes a probabilidade de conseguir ver os canyons é maior de manhã cedo, quando as temperaturas estão mais amenas. 

  • Nos meses de primavera e verão as Andorinhas e Andorinhões - aves migratórias - vem aos Aparados da Serra para escapar do inverno no Hemisfério Norte e proporcionam um espetáculo à parte junto às Cachoeiras do Canyon Itaimbezinho. 

 

Trilha do Rio do Boi

A Trilha do Rio do Boi percorre o Canyon Itaimbezinho por baixo. Lá em cima pertence ao Rio Grande do Sul e a trilha aqui embaixo pertence à Santa Catarina.

Essa trilha é a mais famosa da região. Ela atrái vários turistas para Praia Grande. Um lugar de uma beleza fantástica, com muitas piscinas naturais, cachoeiras e belas vistas dos paredões de rocha, um dos maiores e mais abruptos canyons do Brasil. 

A origem do nome do Rio do Boi vem no tempo das tropas que desciam os Aparados em carreiro sinuoso, tendo o Rio abaixo da Montanha. Aos pés da serra cruzavam rios sendo que um rio chamava atenção pela quantidade de ossos de gado encontrados. Nos campos acima do canyon existia uma fazenda que ali criava gado e perdeu muitas cabeças com os animais que se arriscavam nos campos que beiravam os penhascos e por vim terminavam no fundo do Itaimbézinho, ai vem o nome, Rio do Boi.

É um roteiro indicado para pessoas que gostam de longas caminhadas. O nível é DIFÍCIL!!!!

Como é uma trilha longa e de nível bem difícil (dura o dia inteiro!), aconselho tomar um belo café da manhã na pousada antes de sair. Leve um bom lanche para se alimentar durante o dia e leve também bastante água.

É obrigatório o acompanhamento de um guia local especializado. Cada guia pode ter um grupo de no máximo 7 pessoas. Valor: 130 reais por pessoa.

É uma trilha que requer programação antecipada. Não é só chegar e fazer não. Tem que agendar antes porque o número de participantes por dia é limitado. No nosso caso, nossas reservas foram feitas através da agência @canyons_eco_xtreme e nosso guia foi o @guia_jacson_inacio. Mas há na cidade outras agências e outros guias que fazem a Trilha do Rio do Boi. O importante é saber que tem que agendar antes.

  Jacson nosso guia.

 

A trilha começa no centro de visitantes de Praia Grande, onde nos encontramos com o guia. Lá, nós tivemos que preencher e assinar uns documentos de responsabilidade, onde assumimos os riscos da trilha. 

De lá, todos os grupos e seus respectivos guias partem juntos em seus carros até a entrada do parque, que fica à 12 Km do centro de Praia Grande seguindo por uma estrada de terra.

Preciso dizer também que a chance de encontrar cobras pela região é grande (eu não vi quando fui, ainda bem!). Então o pessoal do parque oferece aos usuários uma caneleira dura que vai do calcanhar ao joelho, para evitar picada de cobras. A caneleira acaba servindo também para proteger as pernas de arranhões da vegetação e das pedras (que são cortantes! Daí o nome do canyon. Itaimbezinho significa "Pedra Cortante"). O uso dessa caneleira é obrigatório.

O percurso se estende por um trecho de mata fechada e depois pela margem de um rio de pedras. Dura aproximadamente 9 horas (ida e a volta). A trilha é puxadíssima, pesada, difícil mesmo. O trajeto tem cerca de 14 Km. O meu dia durou de 9 às 18h. 

Use calçados apropriados e confortáveis. Acredite em mim, você vai andar PRA CARAMBA!

O início do trajeto tem muita inclinação, com trechos de subidas e descidas bastante acentuadas em mata bem fechada. Em algumas partes, precisamos de ajuda de corda para segurar e nos apoiar.

No percurso inteiro da trilha não pega sinal de celular nem GPS. Então não se afaste do guia nem saia da trilha sem avisar.

Ao chegar no leito do rio, temos que caminhar sobre as pedras o tempo todo, o que é bastante desgastante. As pedras são grandes e escorregadias. Requer um grande esforço pra gente se equilibrar sobre elas.

Aliás, aqui surgiu a origem do nome da cidade, Praia Grande, que de mar não tem nada, porém a praia é de rio! Esses amontoados de pedra que formam uma margem, eles chamam de prainha. E aqui a margem é grande, então: Praia Grande!

Ahhh, use roupas e calçados que possam molhar. Até para nadar nas cachoeiras, as pessoas entram de roupa e tudo!

A gente atravessa o rio umas 40 vezes! 20 na ida e 20 na volta. O guia disse que algumas margens do rio correm o risco de pedras cairem lá de cima dos penhascos, então por segurança a gente tem que atravessar para o outro lado. Fazemos isso várias vezes ao longo do percurso. A força da água é fortinha, então temos que atravessar de lado, de mãos dadas em fila com todos do grupo juntos. A água bate até o meio das coxas. A gente se molha bastante! A mochila nas costas não chega a molhar (só se você cair). 

Nessa altura do campeonato, uma paradinha pra descanso foi bem-vinda. Pegamos uma sombra de árvores com vista pra uma cachoeira lindinha e comemos um lanchinho.

Apesar dos obstáculos e de toda a dificuldade, à medida que a gente avança na trilha, o canyon vai tomando forma e ficando mais bonito.

Como recompensa de todo o esforço, no final da trilha podemos visualizar os paredões do Canyon Itaimbezinho, uma das paisagens mais fantásticas que já vi na vida. Eles chamam de "Janelão".

Confesso que logo no início pensamos em desistir. Mas seguimos em frente e no final, sentimos vitoriosos por termos conseguido completar a jornada. A trilha é muito difícil, mas apesar do cansaço e das dores no corpo que ficaram depois, foi muito gratificante vivenciar essa experiência.

ATENÇÃO: Existe uma trilha parecida com essa, só que mais curta e bem mais leve. Ela se chama Trilha Malacara. Muita gente faz a Trilha Malacara por ser mais simples e por levar menos tempo. Nós optamos por fazer a Trilha do Rio do Boi e por isso não fizemos a Malacara. Mas muita gente faz e ouvi dizer que ela é bem legal também. 

Bom, mas como essa trilha do boi é a mais famosa da região, para quem não consegue fazê-la por algum motivo, no Centro de Visitantes de Praia Grande tem uma parede estampada com uma foto linda e gigante dessa paisagem para quem quiser fazer um registro mesmo sem ter feito a trilha, rs.

 

Canyon Fortaleza

O Canyon Fortaleza pertence ao Rio Grande do Sul. Fica na divisa com Santa Catarina, no Parque Nacional da Serra Geral. A entrada é gratis!

O Fortaleza é um dos principais Canyons da região, com quase 10 Km de extensão e 1,5 Km de profundidade. Os penhascos são gigantes. A paisagem é incrível.

O parque fica à 54 Km de Praia Grande, no município de Cambará do Sul. Saindo de Praia Grande a gente demora quase 2 horas para chegar lá, por causa das condições da estrada que não são boas. Tem que dirigir bem devagar. 

Dicas sobre esse passeio:

  • Reserve pelo menos meio dia para visitar esse cânion.

  • O Canyon Fortaleza fica na mesma estrada que leva ao Itaimbezinho. Então muita gente visita os dois cânions no mesmo dia. Um de manhã e outro à tarde. Mas eu acho muito puxado. Eu reservei um dia inteiro para fazer só o Fortaleza com mais calma. Mas isso depende de quantos dias você vai ficar na região.

  • Para esse passeio, eu recomendo um guia local. Nós contratamos o Daniel (@azul_azul_daniel) que foi com a gente no nosso carro. Nesse dia, visitamos só o Canyon Fortaleza. O passeio durou das 9 às 17h. Fizemos com calma e na volta paramos para almoçar em Cambará do Sul.

  • Já falei no Itaimbezinho, mas não custa repetir: essa estrada é bem Off-Road! A coisa é punk mesmo! Estrada de chão batido, com pedras enormes e muitos buracos. Nós fomos de Jeep, mesmo assim o carro sofreu bastante. Não recomendo carro baixo nessa estrada.

  • Comece o passeio cedo e leve água e lanches. 

  • Lá não tem banheiros. Se precisar fazer xixi, só no matinho mesmo, rs.

Há 2 trilhas no Canyon Fortaleza para se fazer. Cada uma leva cerca de 2 horas para percorrer (ida e volta):

  • Trilha do Mirante onde temos uma vista panorâmica e podemos ver toda a extensão do cânion com quase 2 Km de largura. 

  • Trilha da Pedra do Segredo onde visualizamos o começo do canyon e a Cachoeira do Tigre Preto, com quase 300 metros de altura.

 

 Trilha do Mirante 

Logo que a gente chega, estacionamos o carro e começamos a caminhada. Já de longe, avistamos o topo do canyon, onde chegaremos no fim da trilha.

A trilha não é muito fácil não, mas também não é pesada. Eu diria nível médio. Tem umas subidinhas inclinadas, mas nada pesado demais.

  Esse é o Daniel, nosso guia.

 

No caminho, antes de chegar no topo, vamos encontrando vários mirantes lindos. A gente vai parando para fotografar enquanto descansa e contempla todo o visual.

Chegando no topo do canyon, tem um platô de pedras bem amplo. O vento é forte. A paisagem nos envolve, nos engole. A gente se sente pequeno perante tanta grandeza. É uma natureza exuberante. 

O precipício fica bem ali, perante nossos pés. É até perigoso! A gente senta nas pontas dos rochedos para admirar em silêncio toda aquela beleza. Depois de todo o caminho percorrido para chegar aqui, é muito gratificante aquela vista.

 

 Trilha da Pedra do Segredo

Depois de passar um tempo admirando a beleza no Mirante do Fortaleza, a gente volta até o estacionamento e pega o carro para ir até a Pedra do Segredo. A entrada dessa trilha fica na mesma estrada, à uns 3 quilômetros dali. O esquema é o mesmo, estacione na beira da estrada e entre na trilha.

A importância da presença de um guia nessa trilha foi fundamental. Sem ele eu acho que não conseguiria chegar até a Pedra do Segredo. Apesar de que, eu vi muita gente fazendo sozinha sem guia. Mas na verdade eles estavam "seguindo o fluxo" dos grupos que estavam com guias. Então, eles estavam com guia indiretamente né!

Por exemplo, a gente teve que atravessar essa cachoeira a pé pela água! Eu jamais faria isso se eu estivesse sozinha. Achei muito arriscado. Mas o guia disse o caminho era esse mesmo, então fomos.

Valeu super a pena! Do outro lado a vista é linda. A gente fica em uma pedra pequena e estreita (dá até medo) mas é um ponto de observação incrível. Dali dá para ver como a natureza é perfeita, nossa!

Desse ponto até a Pedra do Segredo, a trilha continua. A gente pega um trecho de mata fechada (com bastante inclinação!) e depois alcança um platô mais aberto com vegetação rasteira. Daqui a vista da cachoeira é de outro ângulo. Uma vista linda também.

Seguindo por esse caminho até o fim, a gente chega então na Pedra do Segredo. É uma formação rochosa pequena, mas enigmática realmente. Ela tem um formato e uma posição bastante interessante. Impossível da gente não questionar "como aquilo foi parar ali?"

 

Serras Catarinenses

Depois de passar 4 dias em Praia Grande explorando a região dos Canyons do Sul, partimos para a região das Serras Catarinenses. Dirigimos por 250 Km (cerca de 4 horas de viagem) e nos hospedamos em Urubici. Foi uma etapa linda dessa viagem.

No próximo post falo sobre a Serra do Rio do Rastro, Serra do Corvo Branco, Morro da Pedra Furada, Cachoeira Papuã (a que tem uma plataforma de observação com piso de vidro) e o belíssimo Morro do Campestre.

Para ler tudo sobre as Serras Catarinenses clique AQUI

 

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Outras belezas do Brasil

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.

MMorei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.orei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.