Hong Kong

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Hong Kong não é China! Saiba o que fazer na cidade, Blog da Ana Cassiano anacassiano.com.br

 

Hong Kong foi minha primeira viagem à um país da Ásia! E por isso, foi muito importante pra mim. Me marcou bastante. Essas viagens abrem muito a nossa mente. A gente percebe que no mundo não existe o certo nem o errado; existem apenas as diferenças. Temos que ampliar a nosso conhecimento em relação às outras culturas, parar de olhar apenas para nosso umbigo, aprender, entender e valorizar o diferente.

Hong Kong é o que poderíamos chamar de cidade-estado. Embora não seja completamente independente da China e viva sobre o princípio de “um mini país”, o lugar tem moeda própria, governo próprio, leis próprias e duas línguas oficiais, o chinês e o inglês.

É uma das cidade/país de maior densidade demográfica do mundo, com população de 7,1 milhões de habitantes ocupando um território de 1.000 Km2. 

   Bandeira de Hong Kong.

 

Hong Kong é uma cidade incrível, com uma mistura única de Oriente e Ocidente. Ao mesmo tempo que tem raízes chinesas, possui um patrimônio colonial britânico que caminha lado à lado. Então vc encontra a sofisticação ultramoderna e antigas tradições, tudo numa cidade só. É uma cidade diversa: está cheia de energia e dinamismo mas ao mesmo tempo pode-se encontrar paz e tranquilidade. É até difícil de explicar.

         Esse prédio na ponta do meu dedo é onde fica o escritório da filial da empresa onde meu marido trabalha.

 

Hong Kong é mais que China. É uma cidade de características próprias, que conquistou uma identidade própria. Foi colônia da Inglaterra durante 100 anos e foi “devolvida” à República da China em 1997. Isso deixou consequências: Hong Kong passou por um momento turbulento até se ajustar. A confusão política em que os britânicos a deixaram e o rápido desenvolvimento econômico tornaram a situação local insegura por algum tempo, afastando as indústrias. Mas hoje se tornou um marco e é considerada uma das economias e culturas mais dinâmicas do mundo. 

Hong Kong hoje tem uma certa autonomia e privilégios em relação ao resto da China. Possui leis próprias, por exemplo: lá o Facebook é liberado, não exige visto de entrada e há beeemm mais liberdade de expessão do que na China (que é comunista e que vive numa rígida ditaduta). O povo de Hong Kong é um povo especial, forte e trabalhador e que conseguiu dar a volta por cima. Eles adotaram ideais ocidentais, mas a cultura chinesa tradicional ainda é forte. 

 

Kowloon

Hong Kong é uma ilha com uma bela baía na frente. Do outro lado da baía está Kowloon, que é a parte da cidade que fica no continente. Para atravessar, a gente usa o Star Ferry, que são barcos que funcionam como taxis. A travessia dura menos que 10 minutos e a vista da cidade, de ambos os lados, é excelente. Durante a travessia, podemos ver a impressionante arquitetura da orla, com prédios altíssimos e torres lindíssimas. Prédios de formatos arrojados, cada um competindo com o outro por espaço publicitário e por uma posição de mais alto do mundo no Guinners Book, o livro dos recordes.

         Em nenhum outro lugar no planeta tem tantos prédios com mais de 150 metros de altura reunidos num só lugar!

 

Kowloon é uma loucura em termos de compras. Shoppings, outlets, boutiques de rua, galerias de metrô com mais lojas: tudo está ligado, deixando você quase zonzo de tantas opções. Há prédios inteiros com 12 andares de lojas e mais lojas. Dominar a região e pesquisar todos os preços vai te custar dias.

Hong Kong parece inteira um cenário do filme Blade Runner. Suas ruas e avenidas são cercadas por paredões de predios inteiros de mais de 40 andares, residenciais ou comerciais. A poluição visual é imensa: letreiros de todas as marcas e todas as grifes do mundo piscando, todas juntas, uma tentando chamar mais atenção que a outra. Eu digo “poluição visual” mas eu gosto, acho bacana, combina com Hong Kong!

 

Victoria Peak

A Victoria Peak é uma colina que nos dá uma vista espetacular de Hong Kong lá embaixo. É um oásis verde preservado no meio da “selva de pedra” que é a cidade. Tem um bondinho que sobe, mas dá para ir de carro também. Lá em cima tem a Peak Tower, um prédio lindo com várias atrações, mas a principal mesmo é a plataforma de observação que fica no topo, onde as pessoas vão para apreciar a vista.

Victoria Peak Hong Kong Blog da Ana Cassiano anacassiano.com.br                      A Peak Tower, com a plataforma de observação lá em cima.

 

Foi dalí do alto que assisti o famoso Show de Luzes de Hong Kong. Todos os dias, às 20 hrs acontece uma projeção de luzes e som. É um show de raios laser vindos de Kowloon que iluminam os prédios da ilha de Hong Kong, fazendo performances durante 20 minutos. 

Começa a tocar uma música bem alta, vinda de auto-falantes estrategicamente posicionados, de forma que ouvimos o som de qualquer canto da cidade. E as luzes são sincronizadas com a música. Os feixes de laser se movimentam de acordo com o ritmo, criando uma espécie de dança de raios de luz colorida sensacional de assistir. Veja nesse video AQUI

 

Calçada da Fama

Sim! Em Hong Kong também tem uma calçada da fama, assim como em Los Angeles. Só que com artistas chineses! As paisagens da Ilha de Hong Kong e da baía são extraordinárias ao londo desse calçadão que fica na orla de Kowloon. Os 400 metros da Avenue of Stars são um tributo aos 100 anos de cinema de Hong Kong. Aqui estão representados alguns dos responsáveis pelo enorme sucesso da indústria cinematográfica. Muitas estrelas deixaram as marcas de suas mãos nos blocos de cimento no chão. Também há estátuas de atores que já ouvimos muito falar, como a do Bruce Lee e Jackie Chan.

É muito interessante ver as pessoas tirando fotos perto das estátuas.

Calçada da Fama Hong Kong Blog da Ana Cassiano anacassiano.com.br                           As mãos do Jackie Chan!

 

                         A Clock Tower do Cultural Center.

 

                  Olha o uniforme das escolas que lindo!

 

Daqui é o melhor lugar para assistir o show das luzes durante a noite. Ao longo da Calçada da Fama ficam os canhões de laser que projetam as luzes nos prédios do outro lado, fazendo assim o espetáculo.

        Canhões de laser.

 

 

Templo Man Mo

Esse templo fica bem no centro de Hong Kong. Tem imensos incensos em formato de espiral pendurados no teto, que ficam acesos todos juntos. A atmosfera e cheiro do local nos remete ao nosso mundo espiritual. É um local de reflexão e meditação. Os visitantes depositam frutas ou varetas de incenso nas caixas de oferendas que ficam ao lado das estátuas dos deuses. Um tambor e um gongo são tocados toda vez que alguém faz uma oferenda.

           Incensos em espiral pendurados no teto.

 

Templo Man Mo com incensos em espiral pendurados no teto Blog da Ana Cassiano Hong Kong

 

Stanley e o Templo Tin Hau

Stanley é um bairro afastado do centro de Hong Kong. O mais impressionante é a viagem até lá. Fica no sul da Ilha de Hong Kong. O passeio é tão lindo que eu recomendo que vc sente na parte superior do ônibus de dois andares! Em Stanley fica o melhor mercado de souvenirs e roupas típicas chinesas. Foi lá que comprei meu robe de dragão que eu amooo! 

Templo Tin Hau fica em Stanley e foi o primeiro templo construído na região, no século 18. Dizem que o sino e o tambor pertenceram a um famoso pirata e que ele os usava para mandar mensagens para os navios. Durante a invasão japonesa, os camponeses se refugiaram nesse templo e embora ele tenha sido atingido por várias bombas, nenhuma delas explodiu.

Stanley e o Templo Tin Hau Hong Kong Blog da Ana Cassiano

                          A bela porta do Templo Tin Hau, em Stanley.

 

Templo Kuan Yin também fica no bairro de Stanley. É um templo dedicado à deusa do perdão. Diz o mito que a estátua de seis metros da deusa teria se mexido........ mmmmmmm vai saber. Mito é mito né!

 

Aberdeen

Antes dos britânicos chegarem, Aberdeen era uma pequena vila de pescadores, cheia de piratas e contrabandistas. Hoje os piratas se foram, mas a pesca continua a ser o sustento de muitas famílias. Aberdeen em chinês significa “porto perfumado”, por causa do comércio de sândalo e produção de incenso na vila. Nesse porto podemos ver muitos “barcos-casa”, ancorados bem próximos uns dos outros, onde famílias vivem até hoje.

O passeio de Sampana pela baía vale à pena. Sampana é o típico barquinho chinês. Eles passeiam pela região do porto, levando os turistas para comerem no Jumbo Floating, o restaurante flutuante, que é enorme e todo enfeitadinho. Lindo!!!

                           Eu na Sampana.

 

Aberdeen Hong Kong restaurante flutuante Blog da Ana Cassiano                            O Jumbo Floating, restaurante flutuante.

 

 

Estátua do Big Buddha / Ilha de Landau

Esse é um passeio imperdível, se você estiver hospedado em Hong Kong. 

Para chegar até a estátua, a gente pega um teleférico com o piso de vidro e aprecia a bela vista lá embaixo.

Para ler tudo sobre a visita à Estátua do Big Buddha clique AQUI

 

Templo dos 10 Mil Budas

Outro passeio que você não pode perder, é visitar esse templo maravilhoso, que fica à 11 quilômetros apenas de Hong Kong.

Para ler tudo sobre o Templo dos Dez Mil Budas e como chegar lá clique AQUI

 

Hong Kong foi meu primeiro contato com a cultura oriental. Gostei tanto que depois vieram outras viagens sensacionais. Voltei à China outras vezes. Conheci Pequim, Nanjing, Shanghai e a Grande Muralha da China. Depois fui à Tailândia e Japão. Experiências que nunca mais vou esquecer!

 

Leia também:

Minha viagem à China

Fatos importantes sobre a China

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.

MMorei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.orei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.