São Luis Maranhão

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Fundada em 8 de setembro de 1612, São Luís tem 409 anos (2021).

São Luís é a capital do estado do Maranhão. A cidade fica numa ilha, a chamada "Ilha do Amor".

"Outro dia me disseram que o amor nasceu aqui". O trecho da música 'Ilha Magnética', do cantor e compositor maranhense César Nascimento, reflete o apelido de 'Ilha do Amor' que São Luís conquistou ao longo dos anos.

São Luís foi fundada por franceses e colonizada por portugueses.

São Luís é a capital com maior influência portuguesa do Brasil. É a terra dos azulejos!

Quem nasce em São Luis do Maranhão é chamado “ludovicense”. O nome vem do latim Ludovicus, derivado do germânico/alemão Ludwig, que em português é Luís.

São Luís é a "Jamaica brasileira". Só toca Reggae! E Reggae aqui se dança agarradinho.

Durante o mês de junho, São Luís vira uma grande festa. A Festa de São João toma conta das ruas. A maior representação cultural é o Bumba-Meu-Boi.

No Maranhão você vai ouvir muitas palavras regionais. Açaí aqui é Juçara. A caipirinha é feita de Tiquira (cachaça de aipim). Tem também Bacuri, Murici, Tamarindo, Buriti, Arroz de Cuxá, Calhau... e por aí vai.

Movimento das marés: São Luís tem uma das maiores variações de marés do mundo. No mesmo dia, a diferença entre a maré baixa e a maré alta pode chegar a 8 metros!

 

Hospedagem

Bairros legais para se hospedar em São Luís: São Marcos, Ponta da Areia, Calhau e Lagoa Jansen.

Nós ficamos em Calhau, no Hotel Blue Tree Towers.

 

Pontos Turísticos

São Luís é uma cidade que dá para conhecer em 1 dia. Visitamos o calçadão de São Marcos e o Centro Histórico de manhã e pouco depois do almoço. Depois pegamos um taxi para ver o pôr-do-sol na Ponta do Espigão. Abaixo vou falar de cada ponto turísticos na mesma ordem que visitamos.

Informação Importante: Todas as atrações são GRATUITAS.

 

Monumento aos Pescadores e Orla da Praia de São Marcos

Esse é um dos principais cartões postais de São Luis. O Monumento aos Pescadores é chamado oficialmente de "Arrastão". A escultura fica na Avenida Litorânea, na Praia de São Marcos. A escultura é obra do artista plástico Cordeiro do Maranhão inaugurada em 2003, e retrata 3 pescadores puxando uma rede

Essa praia tem uma extensa faixa de areia e é cheia de bares e restaurantes. Há placas dizendo que a água não é própria para o banho, mas mesmo assim muita gente nada. Muitas pessoas usam o calçadão para praticar exercícios físicos, como caminhada e corrida.

 

Centro Histórico

O Centro Histórico de São Luís tem a maior área reconhecida pela UNESCO do Brasil. São 3.500 edificações tombadas pelo Patrimônio Histórico.

 

Palácio dos Leões

O Palácio dos Leões é a sede do governo do estado do Maranhão. Fica no centro histórico e é onde o governador mora.

A localização do palácio é privilegiada, fica no alto de um rochedo, lugar onde nasceu a cidade de São Luís.

Ao lado da entrada do palácio há duas esculturas de leões de bronze. Durante o governo de Magalhães Almeida (1926 – 1929), o jornal local "O Combate" usou de forma irônica a comparação entre a voracidade do leão e a voracidade do governo em recolher impostos, referindo-se ao palácio como "dos Leões". O nome se popularizou e hoje é chamado assim oficialmente. 

Com uma história que começa no início do século 17, o Palácio dos Leões é um dos maiores símbolos da cultura maranhense. Desde o início da sua construção em 1626, serviu como residência de governantes. Ao longo dos anos, foi sofrendo várias modificações. Com isso, o edifício tornou-se descaracterizado e deteriorado, o que ocasionou a interdição da ala residencial. Após o projeto de recuperação e restauração, concluído em 2003, o prédio passou a ter as características atuais.

O palácio tem arquitetura neoclássica, com o telhado ocultado por platibandas (faixa vertical que emoldura a parte superior do edifício e que esconde o telhado) decoradas com balaústres (colunas). 

 

Catedral de São Luís e Praça Benedito Leite

A Catedral de São Luís é a sede da arquidiocese da cidade. Fica na Praça Pedro II, no centro histórico. O prédio é declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. 

Em 1622, os padres jesuítas iniciaram a construção com mão-de-obra indígena. A catedral presta homenagem a Nossa Senhora da Vitória, protetora dos portugueses nas batalhas contra o exército francês. 

A aparência atual é derivada de uma reforma no século 19. A fachada da catedral foi alterada no início do século 20, quando ganhou duas torres. Em 1921-22 foi elevada à sede de arquidiocese. Em 1922, com a construção da segunda torre, ganhou o estilo neoclássico que apresenta até hoje. 

O maior destaque da catedral é o altar-mor, todo revestido de ouro, elaborado e talhado com mão de obra indígena. Datado dos finais do século 17, trata-se de um dos melhores exemplares da época do Brasil colônia, representando a Arte Barroca. 

A igreja tem um interior riquíssimo. Além do ouro tem muitos vestígios históricos com a presença do símbolo da maçonaria doado por D. Pedro I. 

Preste atenção nos azulejos no chão da catedral! 

O teto também é extremamente lindo.

Em 2014, a catedral passou a abrigar o Museu de Arte Sacra, mostrando o processo histórico de colonização e ocupação do território maranhense, iniciado no século 17, com um acervo de objetos de arte sacra e arte jesuíta. 

A praça ao lado da catedral é a Praça Benedito Leite, onde acontece uma famosa feirinha de artesanatos.

 

Rua do Giz

A Rua do Giz foi eleita uma das 6 ruas mais bonitas do Brasil. Esse título foi concedido pela revista Casa Vogue, especializada em arquitetura e decoração. 

Um dos pontos turísticos mais bonitos da capital maranhense é também uma das representações mais emblemáticas da história de São Luís. O local abriga um conjunto arquitetônico bem harmônico e bem preservado, com azulejos portugueses nas paredes e uma incrível escadaria de pedra de cantaria, com 32 degraus. A arquitetura dali foi mantida praticamente com o mesmo padrão da época do seu surgimento.

Durante o apogeu cultural de São Luís, a rua foi abrigou casas comerciais importantes que atraíam pessoas de todas as partes do Maranhão.

Segundo historiadores, o nome da rua teria surgido porque no local havia uma argila branca escorregadia, que gerava uma espécie de pó. 

 

Teatro Arthur Azevedo

Em pleno ciclo do algodão maranhense, no ano de 1815, surgiu o desejo dos importantes comerciantes portugueses de assistirem espetáculos de arte dramática e música lírica de qualidade aqui em São Luís, a exemplo do que assistiam em Lisboa. Vários teatros foram construídos na tentativa de estabelecer um lugar perfeito para São Luís, mas não foram considerados ideais por motivos diversos. 

Foi então que, em 1816 construíram um prédio neoclássico de tamanha monumentalidade para a época, que esse sim foi consagrado ideal. O teatro mudou de nome algumas vezes e na década de 1920 recebeu o nome que leva até hoje, em homenagem a um importante teatrólogo maranhense. 

As visitações acontecem, inicialmente, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h.

 

Museu do Reggae

O Museu do Reggae é o primeiro museu temático de reggae fora da Jamaica e o segundo do mundo. Foi fundado em 18 de janeiro de 2018. O museu tem como objetivo materializar as memórias do ritmo jamaicano que conquistou o Maranhão. São Luís é considerada a capital do reggae no Brasil, o que valeu o apelido de Jamaica brasileira. 

Diversas narrativas buscam explicar como o reggae se incorporou à cultura local. Segundo alguns relatos, desde a década de 70, algumas pessoas conseguiam captar ondas-curtas de rádios caribenhas, em razão da proximidade geográfica. Posteriormente, turistas, emigrantes e marinheiros da zona portuária da cidade também influenciariam na introdução do ritmo no estado. Nas décadas de 80 e 90, a chamada massa regueira começa a lotar os bailes pela periferia de São Luís. Em 1984, surge o primeiro programa de rádio dedicado exclusivamente ao reggae, e posteriormente ganha programas de televisão locais. Nessa época também foram formadas as primeiras bandas locais, como a Tribo de Jah. 

O reggae tocado em São Luís apresenta características próprias em relação ao reggae jamaicano, buscando um ritmo mais romântico e sensual. A forma de dançar ("agarradinho") também é típica da região. 

No centro histórico, há um roteiro turístico em que um guia especializado conduz os visitantes aos lugares que foram representativos para a história do reggae, com apresentação de grupo de dança do ritmo. A Praça do Reggae (esquina das ruas de Nazaré e da Estrela, no Centro Histórico) também recebe atrações musicais. 

O projeto arquitetônico tem como função homenagear Bob Marley, maior ícone do reggae no mundo, e foi pintado com as cores do ritmo: amarelo, verde e vermelho. 

O museu busca permitir que seus visitantes possam sentir a experiência de estar em uma festa de reggae em um de seus ambientes. O espaço conta com estrutura para a realização de shows, festivais musicais, encontros, oficinas e aulas de dança. 

 

Rua Portugal

Cheia de azulejos portugueses nas fachadas, a Rua Portugal é onde se encontram os principais sobrados, ruas e becos do centro histórico, vistos exatamente como quando foram erguidos. Com diversos estabelecimentos comerciais, era nesta rua que se concentravam as empresas mais importantes da época em que foi construída. 

 

Casa do Tambor de Crioula

O Tambor de Crioula é uma dança circular feminina, com mulheres usando saias floridas e rodadas, que dançam ao som da percussão de tambores tocados por homens. 

É uma forma de expressão de matriz afro-brasileira e referencial de identidade e cultural dos negros maranhenses. Ocorre na maioria dos municípios do Maranhão. 

A dança do Tambor de Crioula foi reconhecida em 2007 pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. 

O Tambor de Crioula não tem local definido, nem época fixa de apresentação, embora se observe uma maior ocorrência desse evento durante o Carnaval e nas manifestações de Bumba-meu-boi. Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou associado a outros eventos e manifestações, a dança é realizada especialmente em louvor a São Benedito. 

A Casa do Tambor de Crioula foi inaugurada em 2018. Trata-se de um espaço que conta a história dessa expressão cultural maranhense com muitas imagens, esculturas, bonecas e bonecos. A visitação guiada é gratuita e é muito bem conduzida. O espaço conta com área de convivência, salas para realização de oficinas de dança e percussão, auditório e salão de exposição, além de uma lojinha para venda de produtos associados ao bem cultural. 

Funciona à tarde, a partir das 14h.

 

Casa Maranhão

A Casa do Maranhão é um museu folclórico inaugurado em 2002. O espaço foi concebido como uma vitrine da cultura maranhense. Localizada no centro histórico da cidade, abriga exposições sobre lendas, azulejos, embarcações, danças, gastronomia e festas religiosas. 

Fala também das principais cidades turísticas do litoral do estado do Maranhão.

O ponto ápice do acervo é a parte dedicada ao Bumba-meu-boi, Patrimônio Cultural Brasileiro. 

O visitante poderá ainda fazer um passeio sonoro pelo reggae maranhense, o som das Caixeiras, Tambor de Crioula, Tambor de Mina e ainda experimentar as festas e danças tradicionais do estado. 

O horário para visitação é sempre de terças aos sábados das 9h às 17h. Aos domingos das 9h às 13h. 

A entrada é GRÁTIS.

 

Espigão da Ponta D’Areia - Letreiro Ilha do Amor

Na região chamada "Ponta D'Areia há um letreiro com os dizeres "ILHA DO AMOR" que virou o point para selfies na cidade. Não se esqueça que São Luís é uma ilha!

Esse é um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol e terminar o dia de passeios por São Luís. 

Do letreiro, parte uma passarela de madeira (chamado de Espigão) que entra no mar cerca de 572 metros, e tem a finalidade de proteger a costa da ação das ondas. Na ponta do calçadão tem um quiosque de observação que funciona como um mirante. Essa obra foi inaugurada em 2014. 

O Espigão é uma espécie de muro de contenção, desviando o fluxo da mará e permitindo que a areia seja retida na costa, impossibilitando a erosão e aumentando a faixa de praia. Ele também serve para conter o assoreamento do canal, o que poderia trazer problemas para o deslocamento das embarcações. 

A criação do Espigão tornou-se um belo atrativo turístico da cidade, servindo como ponto de lazer para moradores e turistas, com ciclovia e calçadão para caminhadas e corridas. A obra contribuiu para a revitalização da região, principalmente dos monumentos históricos ao redor.

 

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.

MMorei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.orei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.